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Grande Rota da Prata e do Ouro

Os adeptos das caminhadas podem viver diversas experiências incríveis no nosso país. Existem algumas rotas que asseguram momentos inesquecíveis.

Por Equipa MySpotVip · · 4 min de leitura

trilhos

Os adeptos das caminhadas podem viver diversas experiências incríveis no nosso país. Existem algumas rotas que asseguram momentos inesquecíveis. Quem realizar estes percursos em perfeita harmonia com a Natureza fica verdadeiramente deslumbrado. 

Estes trilhos proporcionam a oportunidade de observar monumentos emblemáticos da região que são testemunhos do nosso passado e que ajudam a compreender a história do país.

Além disso, também nos permite contemplar paisagens absolutamente impressionantes que nos revelam a Mãe Natureza no seu máximo esplendor. A Grande Rota da Prata e do Ouro é seguramente uma das rotas mais encantadoras de Portugal. Conheça as suas características e perceba as razões do seu sucesso.

Grande Rota da Prata e do Ouro: Sardoal – Mogão (GR®44)

O percurso foi marcado e organizado pelas autarquias de Sardoal e Vila de Rei. Este trilho não é para todos. A dificuldade técnica é muito difícil. Portanto, não se recomenda a quem não tem experiência em caminhadas. 

Características da Grande Rota da Prata e do Ouro

Esta rota é desafiante. Para realizar o percurso completo, são necessárias 3 horas e meia, sensivelmente. A Grande Rota da Prata e do Ouro consiste num percurso linear de 28 km, aproximadamente. O percurso pode ser realizado nos dois sentidos. Por isso, tanto pode começar no Sardoal e acabar em Vila de Rei, como fazer o percurso inverso.

Dados da trilha

  • Distância: 27,94 km
  • Dificuldade técnica: Muito difícil
  • Hora estimada: 3 h 34 m
  • Desnível positivo: 945 m
  • Desnível negativo: 731 m
  • Elevação máxima: 424 m
  • Elevação mínima: 132 m

A experiência

Este trilho é perfeito para quem gosta de fazer caminhadas de mochila às costas. Devido ao desafio exigente, torna-se improvável encontrar muitas pessoas no caminho. A socialização será mais com a companhia que levar. 

Enquanto explora a Grande Rota da Prata e Ouro o destaque vai mesmo para a Mãe Natureza. O trilho encontra-se aberto ao longo do ano, independentemente da estação, pois revela-se sempre uma experiência interessante, seja qual for a altura em que se faça.

Destaques

As paisagens deslumbrantes que se encontram ao longo da caminhada revelam-se memoráveis. O trajeto apresentam-nos diferentes quadros, ora destacando áreas altas e encostas, nomeadamente ao longo da freguesia de Santiago de Montalegre (Sardoal), ora destacando margens de cursos de água, entre a Ribeira do Codes e a localidade de Cabecinha (Vila de Rei). 

Todos os que realizam o percurso ficam rendidos aos panoramas encantadores sobre a Albufeira de Castelo de Bode. São autênticos quadros de museu, que ficarão na memória de todos os que percorrem a Grande Rota da Prata e do Ouro.

A passagem pela área dos Poios revela-se outro ponto de interesse no percurso, seguramente uma das áreas do concelho de Vila de Rei mais fascinantes. As cascatas destacam-se numa paisagem que conta ainda com formações rochosas e florestas exuberantes.

A origem da Grande Rota da Prata e do Ouro

A região percorrida na Grande Rota da Prata e do Ouro apresenta-nos características geológicas de xisto e grauváquia. Os conglomerados que se encontram no percurso foram explorados ao longo da Idade do Bronze até à ocupação romana. O nome da rota deve-se ao facto do espaço ter sido usado para a extração de ouro, estanho e prata. 

O melhor da fauna local

No que diz respeito à fauna local, destaca-se a avifauna abundante. Entre as espécies comuns encontram-se muitas espécies de garças, o guarda-rios, o milhafre-preto, além do corvo-marinho. Esta ave encontrou na barragem de Castelo de Bode, especialmente, um habitat adequado para viver.

Por aqui, poderá também encontrar cegonhas-pretas que nidificam na zona da Ribeira do Codes. Ocasionalmente, avistam-se águias de Bonelli em voos de caça. Outros animais que podem ser avistados ao longo do percurso são o esquilo vermelho e a lontra, nomeadamente nas Ribeiras do Codes e de Andreus.

O melhor da flora local

Relativamente à flora, as galerias ribeirinhas destacam-se num cenário de grande beleza. Ambos concelhos destacam-se pela natureza florestal. 

O pinheiro bravo e o eucalipto são dois elementos que marcam a paisagem que ainda apresenta manchas de sobreiros e carvalhos, espécies que até meados do século passado se revelavam mais abundantes. 

É ainda possível observar um conjunto de vegetação associada a afloramentos rochosos de notável dimensão na área circundante. 

Existem amieiros, choupos e salgueiros para criar uma moldura singular. Também há espécies características da flora mediterrânica, nomeadamente a gilbardeira, o pilriteiro, a aroeira, o rosmaninho, o medronheiro, a murta, a esteva, o sargaço, o estêvão, a giesta e a carqueja.

Realizar a Grande Rota da Prata e do Ouro consiste em fazer um percurso longo e difícil. Independentemente do sentido escolhido para fazer o trajeto, haverá cansaço, pois trata-se de um desafio exigente. No entanto, o esforço despendido é seguramente recompensado pela riqueza da experiência vivida e pelos encantos contemplados.

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